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Craft é um personagem secundário do romance Os Maias, de Eça de Queirós, que representa a formação britânica, o protótipo do que deve ser um homem.
Defende a arte pela arte, a arte como idealização do que há de melhor na natureza. Inglês rico e boémio, coleccionador de brique-a-braque. Apesar de pouca ou nenhuma importância ter na acção principal, Craft representa o homem correcto, incorruptível e "de hábitos rijos, pensando com rectidão". Recebe especial favor de Afonso da Maia, que o considera "deveras um homem".
A sua descrição, na obra:
| (...) homem baixo, louro, de pele rosada e fresca, e aparência fria. Sob o fraque correcto percebia-se uma musculatura de atleta. |
Ele é primeiramente introduzido por João da Ega a Carlos da Maia, afirmando que era indispensável conhecer o Craft. O inglês possuía uma casa nos Olivais e mais tarde, querendo desfazer-se dela, Carlos da Maia adquire-a para oferecer como residência Maria Eduarda e Rosa.