Uma enciclopédia (do grego antigo ἐγκυκλοπαιδεία, ἐγκυκλο ["geral"] + παιδεία ["conhecimento"]) é um vasto conjunto de informações relativas ao conhecimento humano; obra que trata de todas as ciências e artes em geral. Pode ser considerada uma espécie de livro de referência para praticamente qualquer assunto do domínio humano.
Enciclopédias podem ser genéricas, contendo artigos sobre os mais variados temas (como a Encyclopaedia Britannica), ou podem ser especializadas em um determinado assunto (como uma enciclopédia médica ou matemática).
O termo enciclopédia só começou a ser usado no século XVI, embora trabalhos de formato enciclopédico já fossem conhecidos em épocas anteriores.
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Alguns escritores da Antiguidade (como Aristóteles) tentaram escrever sobre todos os campos de conhecimento estudados até então. No século X, em Constantinopla, aparece uma obra coletiva de grande interesse para o conhecimento da Antiguidade grega. Trata-se de uma compilação de obras e personagens classificadas de forma inovadora por ordem alfabética que se apresenta, portanto, como a primeira enciclopédia: a Suda. Apesar de várias imprecisões e erros, a Suda contém informações inestimáveis, uma vez que seus autores tiveram acesso a obras agora perdidas (o teatro de Aristófanes é um dos beneficiários).
John Harris, com sua Lexicon technicum é creditado em estabelecer o formato moderno de uma enciclopédia, tal como a conhecemos hoje, mas talvez o exemplo mais famoso de uma enciclopédia antiga tenha sido a Encyclopédie, de 35 volumes, editada por Jean Baptiste le Rond d'Alembert e Denis Diderot em 1772, tendo como colaboradores Rousseau, Voltaire, Montesquieu e outros ensaístas ilustres. No século seguinte, Hegel publica sua Enciclopédia das Ciências Filosóficas, em que se cristaliza a idéia de enciclopédia como apresentação sistemática de uma ciência ou de um conjunto de ciências.
O formato hierárquico e sua natureza em permanente evolução tornam obras enciclopédicas alvos perfeitos para publicação em formato digital e praticamente todas as grandes enciclopédias tiveram uma versão em CD-ROM no final do século XX. A versão em CD-ROM conta com a vantagem de ser portátil e de produção extremamente econômica. Além disso, uma enciclopédia em formato digital pode ter conteúdos como animações e áudio, impossíveis de serem inseridos numa tradicional publicação escrita. A inclusão de Hyperlinks ligando artigos relacionados também é uma enorme vantagem do formato digital.
Por fim, o advento da Internet possibilitou a criação das enciclopédias livres, sendo atualmente a mais conhecida a Wikipédia. Nestas, pela primeira vez na história da humanidade, qualquer pessoa pode fazer contribuições e corrigir e/ou ampliar as entradas já existentes, o que resulta num banco de dados universal que é continuamente aperfeiçoado. Este tipo de enciclopédia permite ainda que o significado de um determinado verbete seja consultado em vários idiomas, expandindo os resultados da pesquisa.