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A escrita é uma tecnologia, criada e desenvolvida historicamente nas sociedades humanas, podendo ser globalmente caracterizada como a ocorrência de marcas num suporte. Mesmo que, habitualmente, a função central atribuída à escrita seja a de registro de informações, não se pode negar sua relevância para a difusão de informações e a construção de conhecimentos. O avanço das novas tecnologias e as interações entre diferentes suportes (por exemplo, papel, tela) e linguagens (verbal ou não verbal)têm permitido, inclusive, o aparecimento de formas coletivas de construção de textos, como é exemplo a própria Wikipédia.
O(s) instrumento(s) usados para se escrever e os suportes em que ela é registrada podem, em princípio, ser infinitos. Embora, tradicionalmente, conceba-se que a escrita tem durabilidade enquanto a fala seria mais "volátil", os instrumentos, suportes, formas de circulação, bem como a função comunicativa do texto escrito, são determinantes para sua durabilidade ou não. Na maioria das vezes, a intenção da escrita é a produção de textos que serão alvos da atividade de leitura.
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Acredita-se que a escrita tenha se originado a partir dos simples desenhos de ideogramas: por exemplo, o desenho de uma maçã a representaria, e um desenho de duas pernas poderia representar tanto o conceito de andar como de ficar em pé. A partir daí os símbolos tornaram-se mais abstratos, terminando por evoluir em símbolos sem aparente relação aos caracteres originais. Por exemplo, a letra M em português na verdade vem de um hieróglifo egípcio que retratava ondas na água e representava o mesmo som. A palavra egípcia para água contém uma única consonante: /m/. Aquela figura, portanto,veio representar não somente a idéia de água, mas também o som /m/.Um processo simbólico que possibilitou ao homem expandir sua mensagem para muito além do tempo e do espaço de propagação dela, criando mensagens que se manteriam inalteradas por séculos e que poderiam ser proferidas a quilômetros de distância.
A escrita se desenvolveu de forma independente em várias regiões do planeta, incluindo o Oriente Médio, o Japão, o vale do rio Indo (atual Paquistão), a América Central e a bacia oriental do mar Mediterrâneo.
Os sistemas de escrita evoluíram de forma autônoma e não sofreram influências mútuas. As escritas mais antigas são a escrita cuneiforme e os hieróglifos, ambos sistemas de escrita criados há cerca de 6 mil anos. Os hieróglifos originaram-se no Antigo Egito e a escrita cuneiforme na Mesopotâmia (atual Iraque).
Os mais antigos documentos que sobreviveram são rótulos (em potes de alimentos), listas de plantas, animais, deuses e reis. A escrita monumental com o nome de um soberano - como nas enormes lajes de pedra da América Central - indicava seu status e realçava seu poder.
Em geral, a escrita e a sua interpretação ficavam restritas as camadas sociais dominantes: aos sacerdotes e à nobreza.
Uma das principais consequências do surgimento das cidades e dos Estados foi a escrita, criada por volta de 3200 a.C. Vários são os factores que explicam o nascimento da escrita:
-A necessidade de contabilizar os produtos comercializados, os impostos arrecadados e os funcionários do Estado.
-O levantamento da estrutura das obras, que exigira a criação de um sistema de sinais numéricos, para a realização dos cálculos geométricos.
Com a escrita, o ser humano criou uma forma de registrar suas idéias e de se comunicar. A linguagem escrita é especial porque permite que a vida que levamos hoje seja conhecida pelas gerações que virão depois de nós.
os primeiro povos a utilizarem a escrita foram os egipcios e havia dois tipos um era os aeloglifos que erem desenhos e outro ere a escrita simplificada que era por letras e não por simbolos como os aeloglifos.
Escrever com o intento de se comunicar tem sido observado em espécies que não são do gênero humano. Pesquisas com bonobos Kanzi (um tipo de chipanzé pigmeu do Zaire) e Panbanisha nos Estados Unidos proporcionaram tais exemplos, apesar de raros. A origem da escrita bonobo, todavia, parece ser análoga àquela da escrita humana.
A escrita que mescla significado e transcrição se chama escrita constrita. Às vezes escreve-se a mensagem em tinta invisível, que pode, mais tarde, ser decodificada, se a mensagem tiver o intuito de permanecer em segredo, apenas disponível ao(s) recipiente(s). A idéia está intimamente ligada ao conceito de encodificação presente na informática, onde dados são enviados em segredo através da arte da criptografia, e apenas o destinatário tem a chave para fazer conhecer o conteúdo da mensagem (como, por exemplo, o uso de cartões de crédito, cujos dados são criptografados para maior segurança, ao se fazer uma compra online).
Em raras ocasiões a escrita é usada para se referir à criação de marcas usando-se de vários métodos, como a escrita indecifrável (um tipo de surautomatismo) desenvolvida pelos surrealistas romenos. A escrita indecifrável na verdade aproxima-se mais do que seria normalmente descrito como desenho ou pintura do que como escrita.
Geralmente a linha divisória entre a pré-história e a história é atribuída ao tempo em que sugiram os registros escritos. A importância da escrita para a história e para a conservação de registros vem do fato de que estes permitem o armazenamento e a propagação de informações não só entre indivíduos (privilégio também da linguagem), mas também por gerações.