| Estadunidenses, estado-unidenses, ianques, norte-americanos ou americanos |
|---|
|
Chefe Joseph • Martin Scorsese • Emma Lazarus Lee Iacocca • Martin Luther King • Halle Berry |
| População total |
|
~ 300 milhões |
| Regiões com população significativa |
|
| Línguas |
| inglês (predominante) e espanhol |
| Religiões |
| Protestantismo, catolicismo, judaismo, islamismo e outras religiões |
| Grupos étnicos relacionados |
| Ingleses, povos autóctones, africanos, italianos, espanhóis, alemães, japoneses, escoceses, irlandeses, polacos, chineses, coreanos, vietnamitas, indianos, filipinos, brasileiros, portugueses. |
Os estadunidenses, estado-unidenses, ianques, norte-americanos ou americanos[2][3] formam uma nacionalidade à qual se identificam pessoas das mais diversas etnias, vinculadas aos Estados Unidos da América. Apesar de não formarem um grupo homogêneo, característica comum a muitos Estados americanos devido à sua recente colonização, constituem reconhecidamente uma identidade nacional, cuja construção se iniciou mesmo antes da formação do referido país e se consolidou com seu processo de independência.
Índice |
De sua composição étnica, 74% declaram-se brancos, conforme dados do censo 2006 American Community Survey (ACS)[4]. Como em todo grupo racial, parte da população branca estadunidense é de origem hispânica, chegando a 32% desse grupo.[carece de fontes] Os brancos compõem a maioria em todas as regiões, mas retêm sua maior concentração no Meio-Oeste, onde contabilizam 84% da população.[carece de fontes]
Estadunidenses de origem asiática constituem cerca de 4.4% dos estadunidenses[4] e concentram-se nos estados do Oeste: 47%, especialmente na Califórnia e no Havaí.[carece de fontes]
O censo de 2006 , American Community Survey, declararam-se americanos nativos (ou "ameríndios") ou nativo do Alasca cerca de dois milhões de pessoas, apenas 0,68% da população estadunidense. Havaianos nativos, ou habitantes nativos de outras ilhas do oceano Pacífico somam 430 mil.[4]
A lei federal estadunidense define "hispânico" (em inglês: Hispanic) ou "latino" (em inglês: Latino) como "aqueles que se classificam numa das seguintes categorias listadas no censo realizado em 2000 (Questionário ACS) - "mexicano," "porto-riquenho" ou "cubano" - assim como aqueles que indicam que são "outros espanhóis, hispânicos ou latinos."[5].
Aqueles que se definem com origens hispânicas ou latinas contabilizam 14.8% da população estadunidense[6] (ou cerca de 44,3 milhões), concentrando-se nos estados do Oeste, onde representam 27% da população.[carece de fontes]
Em torno de 13,4% do povo estadunidense se declara negro ou afro-descendente, cuja maior parte descende prioritariamente de africanos levados ao Novo Mundo como escravos. Os negros compõem a maior minoria racial, rivalizando com os hispânicos, que compõem a maior minoria étnica. A partir dos anos 70, a população negra passou a crescer sensivelmente, devido à imigração de países caribenhos como Jamaica e Haiti. Mais recentemente, registrou-se um influxo de negros na condição de refugiados, devido a situação instável na África.
Um dado relevante que define a identidade de um povo é sua língua; no caso dos estadunidenses, não há oficialmente uma língua definida para todo o território nacional, sendo adotados diferentes idiomas, conforme cada estado-membro da federação. Reconhece-se, todavia, que o inglês seja o principal idioma, falado como língua nativa por 82% da população dos Estados Unidos.[carece de fontes] O castelhano é o segundo idioma mais falado, utilizado por 13% da população, sendo o quinto maior país de fala castelhana (atrás de México, Espanha, Argentina e Colômbia).[carece de fontes] O terceiro, e bem mais abaixo, é o chinês, falado por 0,61%, seguido de perto pelo francês, alemão e filipino.[carece de fontes] As línguas indígenas são faladas, no geral, por grupos específicos, sendo o Navajo o principal idioma.
Alguns estados definem-se como bilíngues ou mesmo multilíngues, oficialmente definindo ou não os idiomas. Estados como a Califórnia, por exemplo, já publicam os documentos públicos em oito idiomas diferentes, refletindo a relevância da população imigrante.
As religiões mais seguidas nos Estados Unidos da América são as que se denominam cristãs, sendo as protestantes as com maior número de seguidores. Sendo uma ex-colônia britânica, seria natural esse dado; no entanto, a Igreja Anglicana perdeu posições como a religião com maior número de devotos no país, representando atualmente algo em torno de 1,5%. As igrejas Batista (25,3%), Pentecostal (8,9%), e Luterana (5,1%) são as religiões protestantes mais praticadas, seguida pela para-protestante Mórmon (4,1%). Apesar da maior parte da população estadunidense declarar-se protestante, todavia, a Igreja Católica ainda é a religião que, sozinha, possui o maior número de fiéis, com 44,3% da população.
Ressalta-se que, no geral, os Estados Unidos, assim como boa parte do Novo Mundo, representou um porto-seguro para devotos de religiões outras que não a católica, fugidos principalmente durante a Inquisição. Dentre esses, destacam-se os judeus, representando 1% dos devotos estadunidenses. Depois, temos budistas (0,9%) e muçulmanos (0,6%).
É de notar o grande número de estadunidenses que se declaram ateus ou agnósticos, representando em torno de 15% da população.
O termo é legitimamente aceito por fontes confiáveis como sinônimo de americano ou americano-do-norte[7][8][9][3], porém o uso de termos como "americano" e "norte-americano" nessa situação costuma ser considerado inexato ou inadequado por algumas fontes[10][11][12][13], que entendem ser americano utilizável apenas quando relativo a toda a América e que mesmo o termo norte-americano como sinônimo de pertencente aos EUA, é depreciativo a mexicanos, canadenses ou gronelandeses, embora mesmo os canadenses chamem seus vizinhos do sul de americanos[14][15].
Este tipo de crítica, porém, eventualmente envolve uma abordagem politizada, calcada em argumentos linguísticos e onomásticos, caracterizada como uma "tomada de consciência" perante as constatações citadas acima, como deixa claro a linguista e professora Florence Carboni [16], em sua crítica ao uso do termo "americano" como sinônimo de estadunidense:
"A categoria "estadunidense" não constitui tentativa esquerdista de riscar do mundo da linguagem e dos vivos a população daquela grande nação, como já assinalado. Trata-se apenas de pequena tomada de consciência e restauração da legalidade lingüística e simbólica dos direitos políticos e materiais dos povos oprimidos da América."[13]
Outros estudiosos, como o geógrafo, professor e especialista em geopolítica Demétrio Magnoli, consideram o uso da expressão "estadunidense" como uma tentativa de depreciação e retaliação ao povo dos Estados Unidos e associa o uso da palavra a sentimentos de antiamericanismo, provocado por ideologias de esquerda.[17]