Expressionismo alemão

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O Expressionismo alemão, estilo cinematográfico cujo auge se deu nos anos 1920, caracterizou-se pela distorção de cenários e personagens, através da maquiagem, dos recursos de fotografia e de outros mecanismos, com o objetivo de expressar a maneira como os realizadores viam o mundo.

Pedro Monteiro, mostra as origens e anseios do movimento:[1]

O expressionismo, nascido na Alemanha no final do século IX, é maior que a idéia de um movimento de arte, e antes de tudo, uma negação ao mundo burguês. Seu surgimento contribuiu para refletir posições contrárias ao racionalismo moderno e ao trabalho mecânico, através de obras que combatiam a razão com a fantasia. Influenciados pela filosofia de Nietzsche e pela teoria do inconsciente de Freud, os artistas alemães do início do século fizeram a arte ultrapassar os limites da realidade, tornando-se expressão pura da subjetividade psicológica e emocional.

Na maioria dos casos, tratava-se de ambientes urbanos, e o enredo poderia ser policial, de suspense ou de terror. Os principais representantes desse estilo foram F. Murnau, com Nosferatu, Fritz Lang, com Metrópolis e Robert Wiene, com "O Gabinete do Dr. Caligari". Este último inspirou vários filmes, que compuseram uma subdivisão do movimento expressionista chamada Caligarismo.

A influência dos expressionistas do cinema se fez sentir em Hollywood, tanto na temática quanto na linguagem, inclusive porque muitos dos diretores alemães de então migraram para Hollywood e lá realizaram filmes.

Referências

  1. MONTEIRO, Pedro (11/08/2007). O Expressionismo Recriando conceitos e Valores. Página visitada em 12 de Abril de 2008.

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