| Município de Jaguaribe | |||||
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| Hino | |||||
| Aniversário | 8 de novembro | ||||
|---|---|---|---|---|---|
| Fundação | 6 de maio de 1833 | ||||
| Gentílico | jaguaribense | ||||
| Lema | |||||
| Prefeito(a) | José Sérgio Pinheiro Diógenes (PSB) | ||||
| Localização | |||||
| Estado | |||||
| Mesorregião | Jaguaribe IBGE/2008 [1] | ||||
| Microrregião | Médio Jaguaribe IBGE/2008 [1] | ||||
| Região metropolitana | |||||
| Municípios limítrofes | Norte - Jaguaretama e Jaguaribara; Leste - Pereiro; Sul - Icó; Oeste - Solonópole. | ||||
| Distância até a capital | 308 quilômetros | ||||
| Características geográficas | |||||
| Área | 1.876,793 km² | ||||
| População | 36.385 hab. est. IBGE/2008 [2] | ||||
| Densidade | 19,7 hab./km² | ||||
| Altitude | 119,4 metros | ||||
| Clima | Semi-árido | ||||
| Fuso horário | UTC-3 | ||||
| Indicadores | |||||
| IDH | 0.672 PNUD/2000 [3] | ||||
| PIB | R$ 110.248 mil IBGE/2005 [4] | ||||
| PIB per capita | R$ 3.002,00 IBGE/2005 [4] | ||||
Jaguaribe é um município brasileiro do estado do Ceará.
Índice |
Jaguaribe, segundo Silveira Bueno, é vocábulo indígena que significa "no rio das onças". Do tupi yaguar: onça; y: rio; e pe: em.
A história do município vem do início do século XVIII, quando Fonseca Ferreira requereu a terra e construiu a Casa Forte. Antes da história formal sobre o município, é interesante expor a verdadeira identidade de jaguaribe como sendo a "terra dos pistoleiros".
Os registros do requerimento são de 1708. Anos depois, o proprietário doou a dita terra ao seu genro, Coronel Cabral de Vasconcelos, que vendeu ao Padre Domingos Dias da Silveira. Posteriormente, a área foi a leilão, sendo arrematada pelo Padre João Martins de Melo que por escrita de 25 de maio de 1786, doou a Francisco Eduardo Paes de Melo, para seu patrimônio de ordenação. Daí o poder da Igreja Católica sobre boa parte do território jaguaribano. Após a morte de Padre Eduardo Paes, o Sítio Jaguaribe–Mirim ficou dividido em 14 credores por despachos do ouvidor Antônio Manuel Galvão de 9 de janeiro de 1813.
No início do século XVIII, Antônio Gonçalves de Araújo estabeleceu o Sitio Santo Antônio da Boa Vista. Em 1773, foi construída uma Capela sob a invocação de Santo Antônio de Pádua, doada ao patrimônio da freguesia pelos filhos do Capitão Antônio Gonçalves e sua mulher. A Lei Nº 1.121, de 8 de novembro de 1864, determina pertencer a Jaguaribe–Mirim a Freguesia da Boa Vista, sendo transferida para a sede do município, após 11 anos e 8 meses. Desde o início até os dias atuais, 18 padres atenderam a paróquia de Jaguaribe, sendo o primeiro Padre Theodulfo Franco Pinto Bandeira e o atual, Padre Mauro Monteiro da Silva, que desenvolve seu trabalho, nesta paróquia, há mais de 30 anos. A padroeira é Nossa Senhora da Purificação ou Candeias, celebrada com uma festa religiosa no período de 23 de janeiro a 2 de fevereiro. Além da Matriz, a paróquia de Jaguaribe é formada pelas seguintes capelas: São Vicente de Paulo, São Miguel Arcanjo, Nosso Senhora da Conceição, São José, Santo Antônio de Pádua, Nossa Senhora Auxiliadora, São Francisco de Assis, Santa Luiza, Nossa Senhora do Perpétuo Socorro e São Sebastião. Há outra matriz localizada no Distrito de Feiticeiro, que tem Santa Teresinha como padroeira. A Igreja teve a sua construção iniciada após o término da obra do Açude Joaquim Távora, também conhecido como Açude Feiticeiro, no período da seca de 1932, quando o lugar passou a ter um maior número de moradores.
A obra foi concluída em 1936. A matriz é composta das seguintes filiais: Santa Ana, São José, Nossa Senhora Aparecida, Nossa Senhora da Conceição, São Francisco, Senhor do Bonfim e São Francisco. O município foi criado por resolução do Conselho Provincial, de 6 de maio de 1833, primitivamente como Riacho de Sangue, que seria transferido para Cachoeira(1850) e voltando para Jaguaribe-Mirim(1864) com o território desmembrado de Icó. Nessa época, governava a Província do Ceará o Tenente José Mariano de Albuquerque Cavalcante e D. Pedro II. Jaguaribe foi mais um povoamento ribeirinho que surgiu às margens do rio que lhe emprestou o nome, em pleno sertão do Ceará. A Lei Nº 1476, de 3 de dezembro de 1872, criou a Comarca de Jaguaribe–Mirim compreendendo os termos jurídicos de Jaguaribe–Mirim, Cachoeira e Pereiro. Pelo Decreto Estadual Nº 69, de 9 de julho de 1892, a Comarca de Jaguaribe– Mirim teve a sua sede transferida para a Vila de Benjamim Constant (Maria Pereira, hoje, Mombaça) recebendo esta denominação. Em 1893, a Comarca retornou a Jaguaribe–Mirim pelo Artigo 22 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias da Constituição do Estado, de 23 de junho de 1947. A Comarca de Jaguaribe – Mirim, passou a ser constituída somente no seu próprio termo, ficando classificada como Comarca de 2ª Estância de acordo com a Lei Nº 213, de 9 de junho de 1948, atualmente em vigor.
Sua população estimada em 2004 era de 36.417 habitantes. A sua área territorial é de 1822 km², o que corresponde a uma densidade de 19,7 hab/km².
O município está dividido nos seguintes distritos: Sede, Mapuá, Nova Floresta, Feiticeiro e Aquinópoles.
Jaguaribe não dispunha de eleições para prefeitos. Eles eram nomeados por aqueles possuidores de maior poder econômico. Os primeiros partidos existentes foram UDN, que tinha como um dos principais membros o Sr. Celso Barreira Filho e o PSD, composto pela família Diógenes. Ambos eram compostos por famílias poderosas da região. Em 1965, foram abolidos os velhos partidos e surgiram dois novos. Arena e o MDB, criados pelo Marechal Castelo Branco. A Arena era formada pelas classes dominantes, fazendeiros e grandes comerciantes. Já o MDB, era formado por um pequeno número de militantes com ideologia, mas sem poder econômico para barganhar os votos e vencer uma eleição.
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