| Grego moderno (Ελληνικά, Elleniká) | ||
|---|---|---|
| Falado em: | Grécia, Chipre | |
| Total de falantes: | 15 milhões | |
| Posição: | 74 | |
| Família: | Indo-européia Helênica Ática Grego moderno |
|
| Escrita: | Alfabeto grego | |
| Estatuto oficial | ||
| Língua oficial de: | Grécia, Chipre | |
| Regulado por: | Academia da Língua Grega | |
| Códigos de língua | ||
| ISO 639-1: | el | |
| ISO 639-2: | gre (B) | ell (T) |
| SIL: | GRK | |
A língua grega (em grego Ελληνική γλώσσα, transl.:Elleniká glóssa) deriva do ramo indo-europeu e conta com mais de três mil anos de história documentada.
Língua dos poemas homéricos, o grego antigo em suas várias formas, foi usado na Antigüidade clássica, no início da doutrinação cristã e em muitas regiões do Império Romano, seguindo a expansão da cultura helênica promovida pelas conquistas de Alexandre, o Grande. Devido à grande influência no latim, o grego é origem de muitas palavras e afixos do português e de outras línguas latinas. O alfabeto grego, que teve origem no alfabeto fenício, deu origem ao alfabeto latino, utilizado pela maioria das línguas faladas na Europa. O Novo Testamento foi escrito em koiné, lingua franca na metade oriental do império Romano.
Índice |
O grego moderno, língua oficial da Grécia, difere de muitas formas do grego antigo e tem atualmente 15,2 milhões de falantes.
Os dialetos mais importantes eram os seguintes:
| Alfabeto grego | |
| Α α | Β β |
| Γ γ | Δ δ |
| Ε ε | Ζ ζ |
| Η η | Θ θ |
| Ι ι | Κ κ |
| Λ λ | Μ μ |
| Ν ν | Ξ ξ |
| Ο ο | Π π |
| Ρ ρ | Σ σ ς |
| Τ τ | Υ υ |
| Φ φ | Χ χ |
| Ψ ψ | Ω ω |
| Letras obsoletas | |
|---|---|
| Ϝ ϝ | Ϛ ϛ |
| Ͱ ͱ | |
| Ϻ ϻ | Ϸ ϸ |
| Ϟ ϟ | Ϡ ϡ |
O alfabeto utilizado para escrever a língua grega teve o seu desenvolvimento por volta do século IX a.C., utilizando-se até aos nossos dias, tanto no grego moderno como também na Matemática, Astronomia, etc.
Anteriormente, o alfabeto grego (Ελληνικό αλφάβητο) foi escrito mediante um silabário, utilizado em Creta e zonas da Grécia continental como Micenas ou Pilos entre os séculos XVI a.C. e XII a.C. e conhecido como linear B. O Grego que reproduz parece uma versão primitiva dos dialectos Arcado-cipriota e Jónico-ático, dos quais provavelmente é antepassado, e é conhecido habitualmente como Micénico.
Crê-se que o alfabeto grego deriva duma variante do semítico, introduzido na Grécia por mercadores fenícios. Dado que o alfabeto semítico não necessita de notar as vogais, ao contrário da língua grega e outras da família indo-europeia, como o latim e em consequência o português, os gregos adaptaram alguns símbolos fenícios sem valor fonético em grego para representar as vogais. Este facto pode considerar-se fundamental e tornou possível a transcrição fonética satisfatória das línguas Europeias.
| Letra | Nome | Som | Valor | Alfabeto Semítico | HTML |
|---|---|---|---|---|---|
| Α α | Alfa | /a/ /a:/ (a longo ou breve) | 1 | Aleph (') /a/ | α |
| Β β | Beta | /b/ | 2 | Beth /b/ | β |
| Γ γ | Gama | /g/->/G/ /j/(ga,gue,gui,go,gu) | 3 | Gimel /g/ | γ |
| Δ δ | Delta | /d/->/D/ | 4 | Daleth /d/ | δ |
| Ε ε | Épsilon | /e/ (e sempre breve) | 5 | He (h) /h/ | ε |
| Ϝ ϝ Ϛ ϛ |
Digama (Stigma) |
/w/->-(a grafia é de dois gamas) | 6 | Waw (Vav) /w/ | |
| Ζ ζ | Zeta | /dz/->/z/ (ds, z italiano) | 7 | Zain /dz/ | ζ |
| Η η | Eta | /E:/->/i/ (e sempre longo) | 8 | Heth (h*) | η |
| Ͱ ͱ | Ηeta | /h/ | – | Heth (h*) | |
| Θ θ | Teta | /t_h/->/T/ | 9 | Thet (t*) | θ |
| Ι ι | Iota | /i/ -> /i/ /j/ | 10 | Yodh (y) /j/ | ι |
| Κ κ | Capa | /k/ | 20 | Kaph /k/ | κ |
| Λ λ | Lambda | /l/ | 30 | Lamed /l/ | λ |
| Μ μ | Miu | /m/ | 40 | Mem /m/ | μ |
| Ν ν | Niu | /n/ | 50 | Nun /n/ | ν |
| Ξ ξ | Csi | /ks/ | 60 | Samekh (s) | ξ |
| Ο ο | Ómicron | /o/ (o sempre breve) | 70 | Ain () | ο |
| Π π | Pi | /p/ | 80 | Pe /p/ | π |
| Ϻ ϻ | San | /ts/ | – | Sade (s*) /ts/ | |
| Ϸ ϸ | Sho | /ʃ/ | – | origem incerta | |
| Ϙ ϙ | Qoppa | /k/ | 90 | Qoph /q/ | |
| Ρ ρ | Rô | /r/ | 100 | Resh /r/ | ρ |
| Σ σ,ς | Sigma | /s/ | 200 | Shin (sh) /S/ | σ |
| Τ τ | Tau | /t/ | 300 | Taw /t/ | τ |
| Υ υ | Upsilon | /u/->/y/->/i/(u francês ou ü alemão) | 400 | De Wau | υ |
| Φ φ | Fi | /p_h/->/f/ | 500 | origem incerta | φ |
| Χ χ | Chi | /k_h/->/x/ | 600 | origem incerta | χ |
| Ψ ψ | Psi | /ps/ | 700 | origem incerta | ψ |
| Ω ω | Omega | /O:/->/o/(o sempre longo) | 800 | origem incerta | ω |
| Ͳ ͳ | Sampi | /ss/ /ks/ | 900 | origem incerta |
As letras Digamma, San e Qoppa desapareceram do alfabeto nos seus primeiros tempos, antes do denominado período clássico. Dado que a aparição das letras minúsculas é bastante posterior, não existem minúsculas das ditas letras.
Originariamente existiram variantes do alfabeto grego, sendo as mais importantes a ocidental (Calcídica) e a oriental (Jónica). A variante ocidental originou o alfabeto etrusco e daí o alfabeto romano. Atenas adoptou no ano 403 a.C. a variante oriental, dando lugar a que pouco depois desaparecessem as demais formas existentes do alfabeto. Já nesta época o grego escrevia-se da esquerda para a direita, enquanto que a princípio a maneira de o escrever era alternadamente da esquerda para a direita e da direita para a esquerda, de maneira que se começava pelo lado em que se tinha concluído a linha anterior, invertendo todos os caracteres em dito processo.
O factor inovador introduzido com o alfabeto grego são as vogais. As primeiras vogais foram Alfa, Épsilon, Iota, Ómicron e Upsilon. Se se contempla o processo de criação do alfabeto grego como resultado de um processo dinâmico baseado na adopção de vários alfabetos semíticos através do tempo, encontrando inclusive influências do linear-B, poder-se-ia dar uma explicação mais satisfatória da sua origem do que as teorias que postulam uma adaptação única de um alfabeto determinado num momento dado.
O Grego Bizânco (do grego: Εκλακβτισ/Eklakbtis) foi o grego falado durante todos os anos de existência do Império Bizantino. Foi criado por Δαβι Νηαπτά (Dabí Vhaptá), um escritor da Grécia, na época. Ele dizia que o idioma Grego da Grécia só poderia ser falado pela própria. Assim, foi criado o Eklakbtis, porém, não possui muitas diferenças. Datam-se que em 1453 d.C, o Império Romano do Oriente (ou Império Bizantino) acaba, assim, quase se extinguiu o Grego Bizânco.
Em 2007, foi para Guiness Book (o Livro dos Recordes), por ser a "Língua com menos falantes no mundo", possuindo apenas 4 falantes: 2 são gregos (um deles é descendente de Dabí Vhaptá), 1 brasileiro e 1 turco.