A ilha de São Jorge, devido à sua orografia e ao alcantilado das suas costas, é caracterizada pela existências de numerosas fajãs, as quais em boa parte determinam o carácter da ilha, criando microclimas e compartimentando a sua paisagem e determinando as zonas de fixação da população. São locais utilizadas desde o início do povoamento para fazer culturas específicas que não se davam nas zonas de maior altitude. Eram também usadas, as de acessos mais fáceis, para a transumância do gado no Inverno visto que as pastagens de altitude são em geral demasiado expostas às intempéries para permitirem a presença constante de gados.
Com o seu carácter de microcosmos encaixados pelo mar e pelas falésias, e com a relação que estabelecem entre o mar e a montanha, as fajãs fazem da ilha de São Jorge uma das mais belas do arquipélago açoriano, criando espaços carregados de encanto e mistério.
Uma fajã é geralmente um terreno plano, facilmente cultivável e capaz de suportar tipos de cultura que não medram em altitude devido às condições edafo-climáticas ali existentes. São quase sempre de pequena extensão, encaixadas sobre a beira-mar e formadas de materiais desprendidos das arribas ou por escoadas lávicas que formaram deltas junto à costa.
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São tantas as fajãs em São Jorge que é impossível fazer uma listagem exaustiva, até porque em relação às mais pequenas, nalguns casos simples plataformas encaixadas nas falésias, a toponímia por vezes não é concordante, a designação dada dependendo do interlocutor e da povoação em que habita.
Lista das fajãs da ilha de São Jorge: