Nepali

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Nepali (नेपाली)
Outros nomes: Nepalês
Falado em: Nepal, Índia, Butão.
Região: Ásia meridional
Total de falantes: 32 milhões de nativos[1], no total aprox. 40 milhões
Posição: 56
Família: Indo-européia
 Indo-iraniano
  Indo-ariano
   Pahari
    Pahari oriental
     Nepali
Escrita: Devanágari
Estatuto oficial
Língua oficial de: Nepal; Siquim (Índia);
Bengala (Índia)
Regulado por: Academia de Letras do Nepal
Códigos de língua
ISO 639-1: ne
ISO 639-2: nep
ISO 639-3: nep


O nepali ou nepalês (नेपाली, transl. nepālī) é uma língua indo-ariana falada no Nepal, no Butão e em algumas regiões da Índia e de Mianmar (antiga Birmânia). É o idioma oficial do Nepal, onde é a primeira língua de aproximadamente metade da população, e do estado indiano de Siquim.

Além de língua oficial do Nepal, é também a língua franca nesse país. É uma das 23 línguas oficiais da Índia conforme o anexo 8 da Constituição do país. Além de língua oficial e língua franca do Siquim, é também oficial no distrito Darjeeling em Bengala Ocidental. É falada também nos estados de Uttaranchal e Assam.

O Nepali é conhecido por outros nomes, tais como Gorkhali ou Gurkhali, " língua dos Gurkhas", ou ainda Parbatiya, "a língua das montanhas". Khaskura é uma antiga palavra também usada para o idioma, cujo significado é ”o falar dos Khas”.

Índice

[editar] História

Os Khas eram um povo na bacia do rio Karnali-Bheri, no estremo oeste do Nepal, que ali viveu desde tempos pré-históricos. Khaskura existe em oposição ao Khamkura, um grupo de dialetos tibeto-birmaneses falados pelos povos Kham que vivem nas terras altas que separam as bacias dos rios Karnali-Bheri e do Gandaki no Nepal central.

Há cerca de 500 anos, os Khas migraram para leste, evitando as inóspitas terras altas dos Kham, para se estabelecer nos vales mais baixos da bacia do Gandaki, os quais eram bem próprios para cultivo do arroz. Uma extensa família se estabeleceu em Gorkha, um pequeno principado a meio caminho entre Pokhara e Kathmandu. No final do século XVIII um chefe de nome Prithvi Narayan Shah armou um exército de Gurungs, povo Magar e possivelmente de outras tribos das colinas e partiu para conquistar e se consolidar como dominante de dezenas de pequenos principados nas colinas ao pé do Himalaia. Como os Gurkhas substituíram os originais Khars como senhores da antiga terra desses, como centro político e domínio militar, a língua Khaskura teve seu nome mudado para Gorkhali, língua dos Gurkhas.

O maior e mais notável feito militar de Prithvi Narayan foi a conquista do urbanizado vale de Kathmandu nas margens da bacia hidrográfica do Gandaki. A região já era chamada de Nepal nessa época. Kathmandu se tornou a nova capital para Prithvi Narayan. Daí em diante ele e seus herdeiros foram estendendo seus domínios para o leste, para a bacia do rio Kosi, para o norte no planalto tibetano, para o sul nas planícies do norte da índia e para o oeste nas bacias dos rios Karnali e Bheri.

Essas expansões, em especial nas direções norte, oeste e sul, levaram o estado a conflitos com as ambições territoriais dos britânicos e dos chineses. Daí vieram diversas guerras que terminaram por moldar as fronteiras do Nepal aproximadamente como são hoje. Porém, as duas grandes potências entenderam a importância da região e preferiram manter aquele território-tampão, não buscando reduzir ainda mais o país que nascia. Desde que o vale do Kathmandu ou Nepal se tornara o novo centro de iniciativas politicas, essa denominação - Nepal - passou a definir todo o reino e não apenas o vale do Kathmandu. Assim, Gorkhali, a língua dos Gurkhas, foi denominada a partir daí nepali.

[editar] Situação recente

O uso exclusivo do nepali nos tribunais e no governo do Nepal vem sendo ameaçado. O reconhecimento de outras línguas étnicas do Nepal foi um assunto muito propalado pela insurgência do Partido Comunista Maoísta. Um Ministro de Gabinete, Matrika Yadav, recentemente baixou um decreto misterial para o uso da língua Maithili em lugar do nepali.


[editar] Literatura

O nepali apresentou uma significativa literatura durante um curto período de poucas centenas de anos até o século XIX através de Adhyatma Ramayana; "Sundarananda Bara" (1833); "Birsikka", diversas estórias folclóricas e ainda no Ramayana de "Bhanubhakta". A contribuição de um trio de significativos autores, "Poudyal", "Devkota" e "Sama" elevaram o nepali ao nível de outras línguas do mundo. A contribuição de outros escritores laureados, mesmo fora do Nepal, como Darjeeling e Varanasi, também foi muito significativa.

[editar] Geografia

O nepali é a mais oriental dentre as línguas pahari, um grupo de línguas relacionadas entre si e que são faladas nas faldas mais baixas da cadeia do Himalaia, desde o Nepal oriental até os estados hindus de Uttarakhand e Himachal Pradesh. As influências da língua nepali podem ser percebidas no Butão e em partes de Mianmar. O nepali se desenvolveu em proximidade geográfica com diversas línguas tibeto-birmanesas, dentre as quais o Bhasa e assim demonstra influências dessas línguas.

[editar] Características

O nepali tem alguma relação com o híindi, mas de forma mais conservadora sem muitas influências externas, com poucas palavras advindas do persa, do inglês, usando mais derivações com origens no sânscrito. Hoje, a língua é escrita geralmente no alfabeto devanágari. Há alguns registros antigos do uso da escrita Takri, especialmente no oeste do Nepal, em Utarakhand e Himanchal. Bhujimol é uma outra escrita antiga nativa do Nepal. A língua nepali é mutuamente inteligível com as línguas híindis e com urdu.

Os estudiosos Kamal Malla e Tej Kansakar comentaram sobre a origem do nepali como uma derivação do sânscrito: Janaka, Yajnavalkya, Valmiki, Kapila e Gautama Buda muito contribuíram para o sânscrito e o prácrito onde o nepali procura suas origens." [2]

[editar] Referências

[editar] Bibliografia

Bandhu C.M. 1968. Nepali Bhasako Utpatti. (5th edition 1995.) Sajha Prakashan, Kathmandu, Nepal. (बन्धु, चुडामणि (२०२५) नेपाली भाषाको उत्पत्ति, साझा प्रकाशन, काठमाडौँ (२०५२))

Bandhu C.M., Dahal B. M., Holzhausen A. and Hale A. (1971). Nepali Segmental Phonology. Summer Institute of Linguistics, Tribhuvan University Kirtipur, Nepal.

Clements, G.N. & Khatiwada, R. (2007). “Phonetic realization of contrastively aspirated affricates in Nepali.” In Proceedings of ICPhS XVI (Saarbrücken, 6-10 August 2007), 629- 632. [1]

Dahal, M.D. (1974). A description of Nepali: Literary and colloquial, PhD Dissertation, University of Pune, India.

Pokharel, M.P. (1989), Experimental analysis of Nepali sound system, PhD Dissertation, University of Pune, India.

Khatiwada, R. (2007), "Nepalese retroflex stops: a static palatography study of inter- and intra-speaker variability", in INTERSPEECH-2007, 1422-1425. Belgium: Antwerp. [2]

[editar] Leituras adicionais

[editar] Referências externas


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