Olaria é um local onde se fabricam peças de cerâmica. No Brasil existem diversos tipos de olarias, sendo algumas próprias para a fabricação de tijolos, onde utilizam-se do barro e da força elétrica ou mesmo animal, e misturando o barro com a água em equipamentos próprios.
Apesar da olaria ser conhecida como um meio "primitivo" de fabricar tijolos (único material usado para construções), foi desenvolvido o tijolo modular, ou seja, um tipo de tijolo que não agride o meio ambiente por não precisar ser queimado, poupando assim a madeira. O tijolo modular faz com que a construção alcance uma economia de até 50% no valor final da obra.
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Nas olarias brasileiras, os tipos mais comuns de tijolos são os tijolos com furos, podendo variar entre quatro, seis ou oito furos, ou ainda, usando o tijolo sem furos, conhecido popularmente como tijolinho.
Os tijolos também são classificados por sua cor, sendo os mais claros os cozidos, e que têm um valor financeiro mais alto; os mais escuros são os recozidos, de valor financieiro mais baixo; e, logo após, vem os tijolos defeituosos, cabendo ao dono da olaria julgar se podem ser aproveitadas ou não, e caso algum comprador esteja disposto a levar os defeituosos, cabe a ele fazer a atribuição de preço.
O tijolo é utilizado para diversos tipos de construções em todo o mundo, e vários tipos são criados para várias aplicações.
Em geral, uma olaria é constituida de:
O inicio da fabricação do tijolo vem da extração de argila, geralmente, extraida do fundo de rios e córregos relativamente próximos de onde se localiza a olaria.
Após isto, a argila é estocada e deixada ao sol, para haver a decomposição de matérias orgânicas que por sorte estiveram junto da argila no momento da extração.
Após o tempo de cura (que é determinado pelo proprietário da olaria, e variando por gosto pessoal), a argila é processada por uma máquina conhecida como picador, ou amassada com ajuda animal, e segue ou para outra máquina que efetua o modelamento e corte da argila, ou para um funcionário efetuar, de maneira manual, sua moldagem e corte.
Logo após isto, a argila, já como tijolo, é posta para secar no sol e, após dois dias de secagem, é posta nos fornos, onde são queimadas por um periodo de dois a três dias.
Depois da queima, os tijolos são postos para esfriar por ação do tempo ou por ventiladores industriais para que, após resfriados, os funcionarios tidos como carregadores possam colocar os tijolos em caminhões e, por fim, possam ser utilizados.
Todos os funcionários de olarias brasileiras têm de seguir as normas de segurança, usando luvas, calça jeans, botas com bico de aço, capacete e, no caso dos forneiros e queimadores, avental, óculos de proteção e macacão contra altas temperaturas.
No entanto, devido ao descaso dos donos das olarias e desafio às condições de risco do serviço, muitos trabalhadores deixam de usar os equipamentos de segurança.
Em geral, os trabalhadores em olarias acabam tendo seus dedos, juntas e mãos deformadas, problemas de coluna e audição.
Nas olarias brasileiras, para efetuar o cozimento dos tijolos, é utilizado em larga escala o eucalipto, o pó-de-serragem, lixo de escritório, bem como sobras de editoras, e outras matérias combustíveis.
Devido ao cozimento dos tijolos, as olarias colaboram para a poluição do ambiente na qual estão inseridas, afetando diretamente a vida dos moradores próximos a elas, em geral, de classe baixa.
Para tentarem evitar a poluição excessiva e desnecessária, e tentar melhorar a qualidade de vida dos moradores próximos, além de estar em adequação com as normas ambientais vigentes, é feito um controle da velocidade da queima, observando a cor da fumaça, diminuindo a velocidade da queima se a fumaça estiver muito escura.