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A onda de calor de 2003 na Europa foi um dos mais quentes verões europeus, que causou crise na saúde em vários países e consideráveis impactos na agricultura.
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14.802 pessoas, a maioria idosos, morreram na França por causa do calor, segundo o maior serviço funerário do país[1]. Os verões franceses não são usualmente muito quentes, principalmente ao norte. Como conseqüência, a maioria das pessoas não sabe como se proteger – por exemplo, contra a desidratação –, e a maioria dos lares e casas de repouso não são equipados com ar-condicionado, embora haja sistemas de emergência contra vários tipos de catástrofe.
A onda ocorreu em agosto, um mês em que muitas pessoas, inclusive membros do governo, estão em férias ou recesso.
Muitos corpos ficaram meses sem ser identificados, porque parentes estavam viajando. Um galpão refrigerado na periferia de Paris foi usado por empresas funerárias, porque suas instalações não comportavam o número de cadáveres. Em 3 de setembro, 57 corpos foram enterrados como indigentes em Paris, porque não havia quem os reconhecesse.
As falhas no sistema de saúde francês que permitiram tantas mortes causaram polêmica. O presidente Jacques Chirac e o primeiro-ministro Jean-Pierre Raffarin responsabilizaram:
A oposição, bem como muitos órgãos da imprensa franceses, porém, culparam mesmo o governo, principalmente ao ministro da Saúde Jean-François Mattei, que perderia o cargo em 31 de março de 2004.
O dr. Patrick Pelloux, líder do sindicato dos médicos de emergência, culpou Raffarin por ignorar os alertas de perigo dos profissionais e por não tentar minimizar a crise.
Cerca de 20 mil morreram na Itália[2] quando a temperatura oscilou, em muitas cidades, entre 38°C e 40°C durante semanas, segundo o eurosurveillance.org[carece de fontes]. Outras fontes divulgaram números menores, não só para a Itália. Para a revista New Scientist, houve 4.200 mortes na Itália e na Espanha devido à onda de calor[3]. O britânico The Guardian chegou ao número de 1.000 mortes na Itália e 4.000 na Espanha[4].
No Reino Unido foi registrada a máxima recorde de 38,1°C (100,6°F) em Gravesend, Kent, em 10 de agosto. A temperatura mais alta até então foi de 37,1°C (98,8°F), em Cheltenham. Análises posteriores revelaram temperaturas altas freqüentes em Brogdale Orchards, uma milha ao sul de Faversham, atingindo 38,5°C (101,4°F) em 10 de agosto[5].
Uma análise retrospectiva, publicada em 2005, informou que 2.139 pessoas morreram por causa da onda de calor, no período de 4 a 13 de agosto[6].
Houve imensos incêndios florestais em Portugal. 5% da zona rural e 10% das florestas foram destruídas, área correspondente a cerca de 4.000 km². Treze mil pessoas morreram. A temperatura atingiu a marca de 48°C em Amareleja.
Houve 141 mortes. Recordes de temperatura foram quebrados em várias cidades, incluindo Jerez de la Frontera (45°C[carece de fontes]), Badajoz (45°C[carece de fontes]), Huelva (43,4°C[carece de fontes], Gerona (41°C[7]), Burgos (38,8°C[carece de fontes]), San Sebastián (38,6°C[carece de fontes]), Pontevedra (36°C[8]) e Barcelona (36°C[9]).
Outras cidades do sul da Espanha registraram temperaturas acima dos 40°C, porém não há dados precisos: Múrcia (41,8°C[carece de fontes]), Toledo (42°C[carece de fontes]), Córdoba (46,2°C[carece de fontes]) e Sevilha (47°C[10])
Na Alemanha, a máxima de 40,4°C[carece de fontes] ocorreu em Roth, na Baviera. Com apenas metade da média pluviométrica, os rios chegaram a seu nível mais baixo no século[carece de fontes], impossibilitando a navegação no Elba e no Danúbio.
Cerca de 7.000 pessoas, na maioria idosos, morreram durante a onda de calor na Alemanha.
Na Suíça, houve degelo nos Alpes, o que causou avalanches e inundações. O país viu, pela primeira vez, as temperaturas atingirem níveis tropicais: 41,5°C (106,7°F), em Grono[carece de fontes].
A onda de calor de 2003 na Europa matou entre 35.000[11] e 50.000[12] pessoas.
As colheitas sofreram os efeitos da seca no sul europeu, mas nada comparado às perdas do norte.
As seguintes quedas na safra de trigo são devidas à longa estiagem[carece de fontes].
Em outros países, a queda oscilou entre 5% e 10%, e a produção européia registrou déficit de 10%
A onda de calor acelerou o amadurecimento das uvas, ao mesmo tempo que as desidratou, fazendo sumo mais concentrado. Em meados de Agosto, as uvas de certas vinhas atingiram o seu limite em concentração de açucar, possivelmente resultando em vinhos com 12º-12,5º de álcool. Por esse motivo, e também pela falta de chuva, a colheita foi iniciada muito mais cedo que o costume.
Foi previsto que os vinhos de 2003, embora em pouca quantidade, tenham uma qualidade excepcional, especialmente em França. The heat wave made Hungary fare extremely well in the Vinalies 2003 International wine contest: a total of 9 gold and 9 silver medals were awarded to Hungarian winemakers.[13] -->
A onda de calor tem sido inevitavelmente ligado a meteorológicos extremos sem precedentes em outras partes do mundo a ter lugar no mesmo período geral (como a pior seca registada na história da Austrália durante o verão anterior, e inundações massivas no E.U.A.) e atribuiu Para o aquecimento global. A dez 2004 artigo na revista Nature efectivamente encontradas as alterações climáticas contribuam para ser um fator. [14] Global ofuscamento também foi ligada à heatwave, sendo a teoria de que a Europa da redução da poluição níveis desde a virada do século, reduziram ofuscamento da mascarando efeito Sobre o aquecimento global. [Carece de fontes?]
O maciço mortos em França tem sido considerado culpado em França da legislação laboral, que contribuiu para a grave escassez de pessoal da saúde pública e com idades compreendidas entre os sistemas de cuidados de país durante as férias de Verão, bem como a falta de ar - condicionado em francês instalações médicas. O governo de Jacques Chirac e seu ministro da Saúde, Jean - François Mattei, foram condenados por não emitir advertências e não lembrando pessoal voltar a trabalhar como notícias de mortalidade picos estavam sendo reportados da saúde autoridades fiscalizadoras.