Sydney

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Sydney
Opera House, principal cartão postal de Sydney
Localização de Sydney no mapa australiano
Ficha técnica
País Austrália
Estado Nova Gales do Sul
Área 12 145 km²
População 4 198 543 (2003)
Densidade 345,7 hab/km²
Fuso horário AEST: UTC+10/+11
Coordenadas 33°52' S 151°12' E

Sydney (em português também Sidnei ou Sídnei) é a capital do estado de Nova Gales do Sul. É a metrópole mais populosa da Austrália. Tem cerca de 150.000 moradores na sua região central (administrada pelo "City of Sydney Council"), enquanto sua região metropolitana possui mais de 4 milhões de habitantes espalhados por cerca de 600 subúrbios, dos quais destacam-se Parramatta, Chatswood, Manly, Hurstville, Liverpool, Bankstown e Campbelltown. A região metropolitana ocupa uma área de cerca de 4000 quilômetros quadrados, uma das maiores do mundo, com quase o dobro da área de Nova Iorque por exemplo. É uma das cidades mais "multi-culturais" do mundo, tamanha a quantidade de imigrantes vindos de todos os cantos do planeta, representando em torno de 180 países. Cerca de 30% dos moradores da cidade nasceram em outros países, sendo 4,5% provenientes do Reino Unido, 2,3% da China, e 2,1% da Nova Zelândia. Outros povos com presença significativa na cidade são os libaneses, gregos, italianos, coreanos, russos, indianos, vietnamitas, indonésios, e tailandeses.

Sydney é também o maior destino turístico da Austrália, atraindo mais de 4 milhões de turistas anualmente. Os Jogos Olímpicos de 2000, que lá foram disputados, trouxeram grande publicidade para a cidade no exterior, e foram considerados como um dos melhores da história.

Índice

[editar] História

A região da cidade de Sydney atual tem sido ocupada continuamente há pelo menos 40.000 anos por povos aborígenes. Quando os Britânicos ali chegaram, em 1788, batizaram-nos povos "Eora", pois ao perguntarem aos aborígenes locais de onde eles haviam vindo, a resposta dada era sempre "eora", que significa "aqui", ou "deste lugar". O principal grupo aborígene na região era o Cadigal, mas havia muitos outros espalhados pelas proximidades, como o Wangal, Kameygal, Birrabirragal, e Cannalgal. O Governador Phillip estimou na época que havia cerca de 1500 aborígenes num raio de 10 milhas da Baía de Sydney. No entanto, a população aborígene foi drasticamente reduzida após uma epidemia de varíola em 1789, trazida pelos recém-chegados europeus. Os sobreviventes foram gradativamente sendo empurrados pelos europeus para áreas periféricas, como Botany Bay e La Perouse, ao Sul. Em 1830, já quase não havia aborígenes vivendo na cidade de Sydney.

Vista da cidade, com a Ponte de Sydney e a Ópera ao fundo. O pássaro é um "cockatoo", comum na região.
Hyde Park, Sydney

O capitão James Cook foi o primeiro europeu a alcançar a região de Sydney, em 29 de Abril de 1770, ancorando o seu navio "Endeavour" na Baía Botany (Botany Bay). Quando o governo britânico procurava um lugar para onde enviar condenados, Sir Joseph Banks, o botânico a bordo do Endeavour, recomendou Botany Bay. Sob instruções do governo britânico, Arthur Phillip e o primeiro dos onze navios da First Fleet (Primeira Frota, em inglês) chegou à baía em 18 de Janeiro de 1788. No entanto, não havia boas fontes de água doce e nem uma ancoragem segura no local, o que levou-o a navegar para norte até Port Jackson (que viria a ser conhecido como Baía de Sydney), onde encontrou condições ideais em Sydney Cove. Lá, em 26 de Janeiro de 1788, realizou uma cerimônia para marcar o início da nova colônia, Nova Gales do Sul. Esta data é hoje celebrada como o Dia da Austrália.

Os condenados para lá enviados construíram ruas, pontes, cais, prédios públicos, e em torno de 1822 a cidade já possuía bancos, mercados, policiamento e vias públicas bem estabelecidas. Grande desenvolvimento ocorreu sob o governo de Macquarie. A partir de 1830, imigrantes britânicos livres começaram a chegar à cidade em busca de uma vida melhor nas novas terras. Em 1851, ocorreu a primeira de uma série de "corridas do ouro", que expandiram a cidade e trouxeram rápido crescimento e o consequente desenvolvimento de vários subúrbios, com a chegada de imigrantes de vários outros países. A industrialização no final do século XIX, e a construção de linhas de trens ligando Sydney ao interior, atraiu ainda mais gente à cidade, e, no início do século XX, a cidade já tinha mais de um milhão de habitantes.

Durante o século XX, imigrantes chegaram da Europa primeiramente, e da Ásia, em seguida. Atualmente, a cidade continua a receber um enorme número de imigrantes, agora vindos de todas as partes do planeta. Nos últimos anos, pela primeira vez na história, o número de imigrantes provenientes da China têm sido maior do que o de qualquer outro país, incluindo da Grã-Bretanha, historicamente a maior fonte de migrantes. Bairros onde os chineses estabeleceram-se incluem Ashfield e Chinatown, próximo ao centro da cidade. Italianos escolheram Leichhardt como moradia. Gregos estabeleceram-se em La Perouse. Strathfield serve aos coreanos. Muitos libaneses e outros povos árabes vivem em Bankstown e Liverpool. Os portugueses estão presentes principalmente na região de Petersham, no oeste da cidade.

Porto de Sydney à noite.
Porto de Sydney à noite.
Sydney, com a Ponte de Sydney e a Ópera ao fundo.
Sydney, com a Ponte de Sydney e a Ópera ao fundo.

[editar] Clima

Sydney localiza-se em uma área de clima temperado, numa latitude aproximada do ponto mais meridional do Brasil e semelhante à da Madeira (no hemisfério Norte). O inverno é moderado, com temperatura média de 12 ºC. Embora a temperatura na área central raramente caia abaixo de 8 ºC no inverno, em subúrbios mais afastados e próximos às montanhas a Oeste (Blue Mountains), como Penrith e Campbelltown, temperaturas próximas a zero ou mesmo negativas são comuns. O verão é quente, com temperatura média de 23 ºC, embora em alguns dias a temperatura ultrapasse os 40 ºC. Em tais dias, moradores e milhares de turistas australianos e estrangeiros lotam as belas praias da cidade, como Manly, Bondi, Coogee, e Maroubra.

[editar] Religião

Cristãos formam de longe o maior grupo religioso na região metropolitana de Sydney, incluindo 67 % dos moradores. 30,3 % dos habitantes declaram-se católicos, 18,8 % anglicanos, e 4,8 % ortodoxos.

Apenas 10,4 % dos habitantes declaram-se não-cristãos.

Outros 11,9 % dizem não seguir religião alguma.

[editar] Pontos turísticos

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